sexta-feira, 6 de março de 2015

DEMOCRACIA PARA QUÊ?

       Entre tantas mentiras que têm valor de verdade, uma das mais sustentadas é o mito da democracia, cheio de falhas e contradições. Penso que é perigoso.
       Esse mito sempre foi usado para legitimar ações antidemocráticas. Quantos regimes despóticos não se consideravam democráticos? Bolsonaro defende o golpe de 1964, e foi democraticamente eleito. Isso quer dizer que a democracia permite que seus inimigos cheguem ao poder.
       Toda democracia tende a ser predominantemente representativa (e não participativa), e isso permite a criação de facções que tiram PARTIDO (proveito) do povo e defendem os interesses de empresários, que têm uma carteira no lugar do coração e a ganância no lugar do bom-senso.
       A democracia, por definição, é o poder do povo. E se por "povo" se entendesse o segmento mais pobre da POPULAÇÃO, os regimes democráticos satisfariam apenas os interesses PLEBEUS, legitimados até mesmo com PLEBISCITOS, usados para consultar a opinião da PLEBE, que têm menos instrução e que, por isso, usa critérios típicos dos que têm visão estreita. Portanto, uma democracia participativa não seria o melhor tipo de sistema político.
       Diz-se que a democracia dá liberdade de expressão. Mas os jornais sofrem a pior censura: a que eles mesmos fazem, ou seja: a que se faz de dentro para fora com o objetivo de não ferir os grupos econômicos a que serve a imprensa.
       Outra muleta argumentativa que defende a democracia é a vontade da maioria. De que adianta respeitar essa vontade (talvez por um escrúpulo mais aritmético do que ético ou político), se nem sempre ela tem razão? Não é verdade que nos linchamentos prevalece a vontade da maioria?
       Sinceramente: Não vale a pena defender a democracia. É preciso implantar um sistema que empregue os valores nobres, os valores aristocráticos. Quem discorda?

       (Duque de Caxias, 16/12/2014, no Facebook.)
       

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